Venezuela rechaça relatório do Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos

Foto archivo Ricardo Herdenez, AVN

Caracas, 11 Ago. AVN.- A chancelaria da República rechaçou o relatório divulgado pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos que apresenta uma posição parcializada sobre os acontecimentos violentos realizados pela dirigência opositora, que deixou um salto de mais de 100 falecidos, centenas de feridos e grandes perdas materiais.

"A utilização de falsas notícias divulgadas por inescrupulosos meios de comunicação, sem nenhuma comprovação e o uso da dupla moral em matéria de direitos humanos, novamente expressam uma posição parcializada, vergonhosa e violatória da soberania da Venezuela e do Direito Internacional", afirma o comunicado divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério das Relações Exteriores.

Veja abaixo a nota na íntegra:

A República Bolivariana da Venezuela repudia o pseudo relatório emitido pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos sobre a situação dos direitos humanos em nosso país que –novamente- incorre de maneira consciente na mentira, em assinalamentos infundados, tendenciosos e a difusão de falsas suposições sobre a realidade venezuelana.

A instrumentalização do Escritório do Alto Comissariado com fins políticos para agredir a Venezuela, desvirtuando os louváveis fins desta instância, se transformou lamentavelmente em um lamentável costume  durante os últimos tempos. A utilização de falsas notícias divulgadas por inescrupulosos meios de comunicação, sem nenhuma comprovação e o uso da dupla moral em matéria de direitos humanos, novamente expressam uma posição parcializada, vergonhosa e violatória da soberania da Venezuela e do Direito Internacional.

É repudiável que o Escritório do Alto Comissariado insista em enganar abertamente a comunidade internacional sobre os acontecimentos violentos perpetrados por um setor da oposição venezuelana desde abril do presente ano, fazendo caso omisso da abundante, esclarecedora e fidedigna documentação que o Estado venezuelano forneceu a esse Escritório, que mostra a responsabilidade dos dirigentes opositores na organização, promoção e financiamento de atos violentos que causaram um doloroso saldo de mais de uma centena de pessoas falecidas, milhares de feridos e incontáveis danos e sofrimentos ao povo venezuelano.

E é mais grave ainda que o Escritório do Alto Comissariado não manifeste nenhuma solidariedade às vítimas desta estratégia política violenta e criminosa, cujo único objetivo é derrubar o Governo legítimo da República Bolivariana da Venezuela.

É reprovável eticamente que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos, baseado em um relatório incompleto, não concluído oficialmente, com opiniões retiradas de entrevistas supostamente feitas por um autodenominada "equipe de especialistas" afirme a existência de "violações em massa" aos direitos humanos e apresente semelhante patranha ao mundo como conclusões da Organização das Nações Unidas, comprometendo assim o bom nome e a reputação desta organização e seus Estados membros.

As espúrias conclusões da autodenominada "equipe de especialistas da ONU" avalizadas pelo Alto Comissariado ferem seriamente a probidade, a imparcialidade, a equidade, a honradez e a boa fé que devem prevalescer nas atuações deste Escritório, e representam um perigoso precedente para as Nações Unidas.

Isto acontece há poucos dias da instalação da soberana e legítima Assembleia Nacional Constituinte na Venezuela, e quando a tranquilidade e o sossego retornam às ruas, e quando a oposição venezuelana –após o fracasso deste ataque violento- anuncia seu retorno ao caminho eleitoral e constitucional ao decidir participar das eleições regionais do próximo 10 de dezembro.

A República Bolivariana expressa seu absoluto não reconhecimento deste documento ilegal utilizado para impor uma opinião baseada em um enfoque mesquinho e parcializado por parte do Escritório do Alto Comissariado, e realizará as gestões diplomáticas necessárias para denunciar esta nova agressão contra nosso povo e nosso país, por uma instância que deveria servir com equilíbrio e ponderação a proteção dos direitos humanos no mundo.

A República Bolivariana da Venezuela –agora imersa em um processo constituinte popular- ratifica seu compromisso com a paz, a promoção do diálogo entre todos os setores do país, a tolerância política e o pleno respeito aos direitos humanos, condições essenciais para resolver os problemas que nos afetam.

11/08/2017 - 10:47 am