Padrino López: A paz é o espírito da Força Armada

Caracas, 19 Abr. AVN.- A paz é o espírito da Força Armada Nacional Bolivariana (FANB), ratificou nesta quarta-feira o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, no Panteão Nacional onde foi realizado o hasteamento da bandeira nacional na celebração dos 207 anos da independência da Venezuela em 19 de abril de 1810.

Em seu discurso, Padrino destacou que apesar dos contínuos ataques dirigidos contra os integrantes da FANB realizado por setores da direita venezuelana, os soldados da pátria mantêm a paz como sua única bandeira.

"Nós nos mantemos serenos apesar de todas as pertubações, das flechas que lançam contra a honra militar (...) o ódio deixamos para os outros, nós ficamos com o espírito da paz, da serenidade, da fraternidade, porque a paz é o espírito da FANB", afirmou.

Padrino lamentou que existam no país setores antidemocráticos que apoiem um golpe militar.

O ministro da Defesa afirmou que é inconcebível que estes grupos opositores à Revolução Bolivariana - que se apresentam como democráticos e defendem um suposto respeito à Constituição - pretendem que a FANB realize uma ação antidemocrática e de desrespeito à Carta Magna.

"Eles fazem contínuos chamados à FANB para se insubordinar e se rebelar, nos criticam que sejamos leais ao Presidente Maduro, que sejamos leais à Constituição da República Bolivariana da Venezuela, que é a Lei Máxima de todos nós (...) é o Presidente Nicolás Maduro quem dirige e comanda a FANB, então, como nos pedem, à FANB, uma instituição tão séria, como nos pedem que se desconheça o comandante em chefe? É contraditório que nos peçam que façamos valer a Constituição e ao mesmo tempo desconheçamos o comandante em chefe", disse.

Padrino afirmou que diante da violência, a ingerência e o entreguismo destes setores, a FANB e o povo revolucionário vão manter a luta pela soberania e independência plena da pátria.

O ministro da Defesa explicou que o povo cívico-militar unido com a seriedade que pede o momento vai manter a paz e a estabilidade do país, diante daqueles que pedem um golpe de Estado na Venezuela e falam da existência de uma ditadura, que fomentam o ódio e a revanche entre venezuelanos.

Lamentou ainda que, durante as últimas semanas, a direita tenha desatado no país uma onda de violência focalizada em ações vandálicas e outras de caráter terrorista, e que pretendam mostrar ao mundo que eles não são responsáveis mas vítimas de uma falsa repressão.

"Quantas horas de guerra psicológica viveram os venezuelanos?, de violência nas ruas, de impedir o livre trânsito, o direito ao acesso à saúde, à educação, nós não podemos permitir que destruam escolas, nem centros de saúde, nem nenhuma instalação que seja parte do desenvolvimento do país. Em que país do mundo se vê forças de proteção que não atuem para impedir o terror nas ruas?", perguntou Padrino.


19/04/2017 - 10:57 am