Dirigentes da direita mantêm discurso ambíguo sobre decisão de participar de eleições regionais

Foto archivo EFE

Caracas, 10 Ago. AVN.- O dirigente nacional do partido de direita Vontade Popular (VP) Freddy Guevara, que tem sido um dos principais porta-vozes da estratégia violenta utilizada pela Mesa da Unidade (MUD) durante os últimos três meses para derrubar o governo constitucional da Venezuela, anunciou a decisão de seu partido de participar das eleições regionais em 10 de dezembro, depois de fazer chamados a não reconhecer as instituições e o Poder Eleitoral nos últimos 100 dias. 

Entre críticas e fortes insultos de seus próprios seguidores, Guevara propõe a criação de um governo paralelo com um Conselho Nacional Eleitoral (CNE) paralelo, já que -assegura o deputado- o CNE legítimo e vigente, atua de forma fraudulenta a favor do partido governista. No entanto, o dirigente de VP assegura que os partidos da oposição vão ganhar os governos estaduais nas eleições regidas pelo mesmo Poder Eleitoral que denuncia e pede que não seja reconhecido.

"Urge propor um caminho unitário para fazer valer o mandato de 16 de julho. Propomos novo CNE, novo Governo de União Nacional, mais ruas, mais (ingerência) internacional. As inscrições para (eleições) regionais devem assumir-se como um movimento tático para dividir a ditadura: ou as suspendem ou perdem todas", assegurou.

Diante do profundo rechaço que gerou entre seus seguidores, que através das redes sociais, atacaram os partidos da MUD por gerar uma nova frustração, Guevara tem optado por um discurso ambíguo. Ele afirma, por exemplo, que a agenda da oposição deve se manter no caminho violento e inconstitucional apostado pela direita nos últimos quatro meses -que causaram mais de 110 mortes e grandes perdas materiais. Também continua defendendo o não reconhecimento das instituições e poderes públicos, ao mesmo tempo que anuncia que seu partido participará do processo eleitoral regido pelo Poder Eleitoral do país.

10/08/2017 - 10:15 am